Memórias sentimentais - a segunda prisão
Eu me protejo da minha metade.
Pra não sofrer, pra não me decepcionar, pra não correr o risco de me decepcionar. Também por pensar que sou incompatível comigo mesmo e nada poderia oferecer a alguém. Mas é mais pra amar menos por ter amado demais. Não é fácil. Resta rir de si mesmo por saber que, tal como é impossível voluntariamente deixar de respirar, também é impossível esquecer.
Eu sofro por lembrar. Eu também sofro por lembrar o que não foi.
Memórias sentimentais, o carcereiro da segunda prisão: os sentimentos
